Os Ataques de pânico invadiram a sociedade moderna

Os Ataques de pânico invadiram a sociedade moderna

Vivemos assombrados numa sociedade contemporânea que exige resultados imediatos, sob forma de ordens de comando “agora, já, rápido”. O cérebro absorve esta informação e subitamente sentimo-nos a colapsar.

Em pleno século XXI, o foco está, infelizmente, centralizado no medo de falhar no cumprimento dos prazos de trabalho; de não controlar o orçamento financeiro e familiar, de não corresponder às expectativas dos outros, de ficar sozinho, de ficar doente ou até de ... falar em público.

Além disto, o constante clima de stress sufocante, resultante das discussões familiares e dos conflitos entre colegas de trabalho tornam se ingredientes explosivos que afetam a saúde mental e acabam por desencadear ataques de pânico. O ataque de pânico caracteriza-se por ser um episódio de medo ou desconforto profundo que se desenvolve de forma súbita e está associado à uma perturbação dos níveis da ansiedade. 

 

Quais são os sintomas mais comuns nos ataques de pânico?

Na maioria dos casos vemos envolvidas múltiplas manifestações físicas: a respiração torna-se ofegante, as palpitações acontecem, o ritmo cardíaco fica mais acelerados, suores percorrem todo o corpo, a boca fica seca, há sensações de frio ou de calor, mal-estar na área abdominal ou náuseas, dores no peito, tonturas, desequilíbrio ou desmaio.

Regra geral, os ataques de pânico não aparecem de modo imotivado mas também se podem apresentar dessa forma. Surgem como uma expressão extrema de um pedido de ajuda do nosso corpo.

Algumas pessoas conseguem recuperar de um ataque de pânico sem enfrentar grande adversidade, visto que apenas ocorreu um episódio, sem repetições. No entanto, se as situações de pânico forem recorrentes acabam por desenvolver algo mais sério: o síndrome do pânico.

Todavia, existem estratégias que podem ajudar a gerir esses eventos:

 

  • Tomar a consciência que está a vivenciar uma crise momentânea;
  • Relaxar o corpo em tempo real;
  • Identificar os medos e os problemas;
  • Divergir a atenção;
  • Realizar interpretações exatas do significado das sensações corporais e afastar todas as crenças negativas / não catastrofizar;
  • Com a maior brevidade possível, recorrer à ajuda profissional da Psicologia e da Medicina.

 

Neste contexto, a vulnerabilidade psicológica tem um elevado impacto na qualidade de vida, saúde física e produtividade, devendo ser tratada adequadamente por especialistas da psicologia e da medicina. Deste modo, as duas armas terapêuticas passam por uma abordagem farmacológica combinada com uma abordagem psicoterapêutica, esta última levada a cabo por profissionais habilitados com formação académica e especializada na área.

A medicação mais comum nas perturbações de ansiedade é ansiolítico e antidepressiva.

Na realidade, os ataques de pânico e a ansiedade tenderão a extinguir-se quando o corpo não precisar de “gritar” por ajuda e quando o ser humano conseguir reduzir a “velocidade” e ouvir os apelos internos do organismo.

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